Nosso objetivo

7 (3)Este será um espaço para discutir e compartilhar experiências em sala de aula usando metodologias inovadoras. Traremos textos sobre o uso de tecnologias em sala de aula e os benefícios acrescentados ao processo de ensino-aprendizagem, bem como discutiremos a respeito de cursos que possam ajudar na implantação de novos jeitos de aprender e ensinar neste século marcado pela presença constante das mídias digitais.

Uma das motivações que nos fizeram criar este ambiente de interação e compartilhamento, é justamente nossa inquietação e insatisfação com o que vem acontecendo diariamente nas salas de aula, como a pouca motivação dos alunos e os baixos rendimentos na aprendizagem. Será que de fato estamos trabalhando conectados à realidade do nosso alunado? Onde estamos falhando e como podemos melhorar? Quais alternativas e ferramentas poderíamos inserir no fazer pedagógico para tornar o aprender e o ensinar mais eficaz e prazeroso? Estas e outras perguntam têm nos acompanhado e nos motivado a buscar inovações para o nosso trabalho docente.

Onde estamos e para onde queremos ir.

Inicio este blog refletindo sobre algumas questões  que têm me inquietado já faz um bom tempo: quais os motivos da quase total dispersão dos alunos em sala de aula e por quê, mesmo vivendo interagindo o dia inteiro por meio dos mais variados textos, percebemos um déficit tão grande nos níveis de proficiência leitora e de escrita? Em quais aspectos estamos falhando nas nossas aulas de língua portuguesa que não temos ajudado a essa juventude conectada ampliar as suas competências linguísticas?

Parece que o bombardeio constante de textos midiáticos tem feito com que se leia muito, mas se compreenda ou interprete pouco. Esta situação se evidencia a cada ano quando da realização dos exames externos em larga escala, como Prova Brasil, Enem, e assim por diante. Escrever também passou a ser algo pouco praticado, já que nos aplicativos usados para interagir, há a possibilidade de se falar por vídeo ou áudio.

Foi diante desse cenário, para muitos catastrófico, mas para mim prelúdio de muitas e necessárias mudanças nas práticas docentes, que me propus, no meu projeto de Mestrado, a iniciar uma investigação acerca das possibilidades de se trabalhar com a escrita, utilizando-se das redes sociais, ambiente familiar aos alunos. Fiz uma pesquisa entre os alunos com o objetivo de identificar qual era a rede mais utilizada por eles para, a partir daí,  propor um trabalho em rede, online, colaborativo.

Desenvolvi uma proposta didática utilizando o facebook, mais precisamente o jogo do desafio, para estimular a participação da turma e instigá-los à pesquisa. A experiência foi positiva, pois trabalhamos além dos conteúdos linguísticos questões como ética, autoria dos textos, contextos linguísticos em rede, mostrando a diferença entre uma postagem no status e uma conversa no bate-papo, e assim por diante. Pude acompanhar a preocupação dos alunos com a linguagem utilizada nos status, passando para um grau de maior de formalidade, como também referenciar os autores de frases ou textos que postavam. Quando tinham dúvidas, me chamavam no messenger para esclarecer. Ou seja, estreitaram-se os laços. Alunos muito tímidos, passaram a ser os mediadores dos debates na página do grupo. Tudo isso por meio da língua escrita.

Continuo nessa busca por ferramentas que possam ser utilizadas no processo de ensino-aprendizagem como forma de contextualizar ou deixar a aula mais próxima da realidade dos jovens. Trabalhar com metodologias ativas, utilizando-se das diferentes plataformas e aplicativos disponíveis na web pode ser uma das muitas possibilidades de se inovar a escola. Quando falo inovar,  caro leitor, não falo levada por modismos, mas por sentir que a escola precisa se adequar ao modelo de sociedade no qual estamos. De acordo com BACICH et all (2015: 47) “A escola atual não difere daquela de início do século passado. No entanto, os estudantes de hoje não aprendem da mesma forma que os do século passado”. Muitas são as possibilidades que o jovem de hoje dispõe para aprender. Não somos mais os únicos a levar conhecimentos aos estudantes. Eles podem assistir vídeo-aulas, pesquisar na internet, navegar na rede. Nós precisamos nos adequar e adequar o processo de ensino-aprendizagem a este novo século. O professor, ao meu ver, continua essencial e vital para os estudantes, mas não apenas para fazer longas e cansativas exposições. Precisamos aprender novas metodologias como a ABP (Aprendizagem Baseada em Projetos) que tira o professor do centro, do foco, e coloca a aprendizagem. Tirar o jovem da posição de espectador para colaborador da sua aprendizagem e dos colegas. Desenvolver no jovens o protagonismo.

Referência Bibliográfica:

BACICH, L.; TANZI NETO, A.; TREVISANI, F. de M. (Orgs.) Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação. Porto Alegre: Penso, 2015. 270p.

 

 

Livro de Crônica

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Compartilho aqui, caros seguidores e leitores da nossa página, nosso mais recente trabalho publicado. Um livro de crônicas reflexiva sobre as minhas inquietações de professora. Creio que nos será de muita utilidade nesse momento de muitas dificuldades e de discussões sobre os rumos que a educação possa tomar no pós-pandemia.

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Livro de Crônicas

Tirando lições da quarentena

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O terceiro caminho

Desde cedo vamos aprendendo que diante das situações, em especial das mais adversas, a vida nos coloca duas opções e, a escolha que fizermos definirá o que teremos pela frente. A história mapeada pelo bem X mal, amor X ódio, que também leva a polarizações, muitas vezes desnecessárias. A questão é: mas como essas opções se manifestam e qual a nossa condição para ler e interpretá-las corretamente?

Sempre me questionei a respeito, não sou de receber passivamente toda informação.  Gosto de me aprofundar, de compreender. Até que nesses dias de quarentena, lendo Shawn Achor – O jeito Harvard de ser feliz – percebi que minhas suspeitas e meus questionamentos acerca das duas opções de escolha tinham fundamento. E melhor, me alegrei, pois o autor, baseado em estudos consolidados pela neurociência e pela psicologia positiva, mostra que não são apenas dois caminhos, há um terceiro, sempre há a terceira opção. Ufa! Ainda bem.

Mas o que vem a ser mesmo esse terceiro caminho? Como podemos perceber? De acordo com o já citado autor, precisamos enxergar esse outro caminho justamente nas adversidades para assim, transformá-las em oportunidades. Eis a questão. Ocorre que nem sempre somos capazes de reagir diante de situações desesperadoras. Muitos de nós ficamos tão atormentados que paralisamos frente a uma tempestade na vida, como o fim de um relacionamento, a perda do emprego, ou ainda, como na situação que estamos vivenciando, uma situação de calamidade em nível mundial.

Lembrei-me de uma das situações mais desesperadoras que já vivi, o dia em que meu pai infartou. Imaginem vocês, caros leitores, o seguinte enredo. Estávamos nós (minha irmã, meu irmão, um vizinho e eu) na calçada da nossa casa, numa rua pacata de uma pequena cidade do sertão paraibano, jogando dominó. Meu pai, um exímio praticante desse jogo, havia jogado bastante durante o dia e se recolhera para dormir mais cedo que de costume. Poucos minutos depois chega a nossa mãe na porta chamando-nos e informando que o papai estava sentindo uma dor muito forte no peito. O semblante dela, que sempre se mostrava tranquilo, independente da situação, não aparentava tranquilidade naquela ocasião. Levantamo-nos e sem demora fomos com nosso pai para o hospital.

Foi no hospital, naquela noite de domingo, diante da médica plantonista que, pela experiência acumulada, viu de cara a gravidade e atendeu numa rapidez e numa atitude que nunca presenciei, que me vi sem norte, sem chão.  Após os primeiros exames ela afirmara categoricamente e sem meias palavras “o seu pai está infartado e agora tudo vai depender do tempo do próximo atendimento, que não será aqui, vou transferir seu pai, mas antes preciso fazer alguns procedimentos, caso ele reaja sairá dessa”.

Saímos naquele veículo pequeno, meu pai não podia deitar, a dor no peito o impossibilitava. Foi sentado na cadeira onde deveria ir o acompanhante. Terrível, angustiante, torturante. Enfrentar ou esmorecer? Foi nesse instante que percebi que havia um outro caminho, o da fé. Eu teria que encontrar forças e passar ao meu pai essa força em forma de energia, de vida, para que ele superasse aquela viagem. Segurei forte a mão do meu papai, ele não reagia, mas as vezes me olhava. A posição não era das melhores, coluna dobrada para poder seguir sentada naquela maca, reclamar da dor, ou seguir firme, pela vida do papai. Teria mesmo era que ser resiliente, resistir aos apelos da dor. Mentalmente, passei a rezar, invocar a força do criador. E foi assim durante as duas horas e meia de viagem.

Chegando ao hospital, após os procedimentos, tivemos a notícia animadora de que o maior risco havia passado, meu pai ficaria na sala vermelha, agora era aguardar para saber se teria sequelas. Havia o fator de risco, a idade, o que só permitiria um diagnóstico definitivo após as setenta e duas horas. Encurtando, tudo passou, meu pai resistiu firmemente e ainda vive entre nós, graças a Deus.

Essa história veio aqui para ilustrar a possibilidade de encontrar esse terceiro caminho, mesmo quando a situação é desesperadora. Diante do perigo eminente que é o avanço do Covid-19, do confinamento social como medida protetiva para amenizar e combater a propagação do vírus e, consequentemente o aumento dos casos da doença no nosso meio, estamos diante de uma situação desesperadora, para muitos, paralisante. Gritar “pare o mundo que eu quero descer”, ou se deitar e ficar “com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”. Atitudes bem estremadas retratadas de forma metafórica pelas letras dessas canções (Silvio Brito e Raul Seixas), mas que expressam claramente as tentações às quais somos expostos. Há também outras duas opções: entregar-se ao medo no confinamento, ficar em casa acompanhando tudo e aumentando o pavor, ou discordar da ciência, seguir os discursos de políticos irresponsáveis sair, trabalhar, produzir capital, fazer o dinheiro girar, mesmo que nesse movimento faça também produzir mortes, aos montes, nos mais variados lugares.

Ou encontrar o terceiro caminho, o da sintonia consigo mesmo, com a família, com a sua profissão. Estudar, se reabastecer, se refazer. Estou preferindo seguir o terceiro caminho e creio ser o mais recomendado. Penso que nós, professores, estamos diante de um momento conturbado, mas que poderá ser propício para o nosso crescimento e para buscar melhorias para a educação. Vivemos num momento histórico em que os avanços tecnológicos são uma realidade. As TDICs estão aí a exigir de nós o desenvolvimento de novas habilidades. Cada um de nós possui um Smartphone, mas poucos de nós sabe fazer uso das diferentes ferramentas que esse aparelho dispõe. A BNCC trouxe a urgência de se trabalhar com ferramentas digitais, com os gêneros que circulam nas mídias digitais. “E agora, José?”

Nossa atividade docente tem sido marcada por uma espécie de sensação de caos, de que estamos trabalhando em vão. De um lado o sistema que busca números, dados, nos pressiona, cobra, mesmo não parando para nos ouvir e ouvir aos alunos, estudar as falhas debater as possibilidades de saídas. Por outro, alunos desmotivados, sentindo-se deslocados dentro de uma sala de aula que parece não atender às suas aspirações.

Nos deparamos com duas possibilidades: ou nos estressamos, ficamos revoltados, culpamos o sistema, os alunos e permanecemos trabalhando da mesma forma, insatisfeitos, ou, nos acomodamos e seguimos fingindo que está tudo bem. Faço meu trabalho, dou minhas aulas, cumpro a minha obrigação, o aluno que faça a parte dele. Continuar como estamos pode parecer mais fácil e mais cômodo, mas acredite, não é. Causa tédio, desmotivação (em alunos e professores), baixos índices de aprendizagem, desgaste da imagem do professor que, diga-se de passagem, no Brasil já é bem desgastada.

E, de repente, bem no início do ano letivo, surge a tal da quarentena, do confinamento. Aulas foram suspensas. Alguns estados, por meio de suas secretarias de educação têm sugerido às escolas um acompanhamento remoto dos alunos, via plataformas digitais, até mesmo como forma de a escola se fazer presente e ajudar aos alunos nesse momento que não é fácil para os adultos, imaginem para crianças, adolescentes e jovens. Ocorre que para muitos professores essa será uma atividade quase que impossível, dada a falta de capacitação para utilização de recursos tecnológicos. Já para outros tantos professores e professoras, está sendo um momento de descobertas, de aprendizagens, percebendo que se pode fazer das mídias digitais aliadas do processo de ensino-aprendizagem e não inimigas promotoras da distração e do conflito nas salas de aula.

Pode ser também o momento de cobrarmos dos gestores públicos políticas voltadas para a inclusão digital, visto que em muitas escolas a realidade não permite aos professores o acompanhamento remoto, via internet, devido ao fato que há turmas nas quais menos de 40% dos alunos possuem celular. Este também, pode ser o momento propício para que nós, professores, percebamos a necessidade de nos reinventarmos, nos reciclarmos. Aprender a usar as mídias digitais para aprimorar nosso trabalho, para otimizar nosso tempo, para motivar os alunos por meio de atividades mais situadas na atualidade.  Pode ser que após esse confinamento saiamos experts em “Ensino Híbrido” e “Sala de Aula Invertida”, ou seja, tenhamos descoberto o terceiro caminho.

Sousa-PB, 30/03/2020.

Créditos da imagem:
https://www.pexels.com/pt-br/foto/asfalto-rua-luz-do-dia-moda-3785405/

A que ponto chegamos!

Muito embora o objetivo desta página seja compartilhar experiências inovadoras relacionadas à educação, o momento pede de nós, enquanto educadores, uma reflexão. É isso que procuramos fazer neste texto. 

A que ponto chegamos

Diante do lamentável fato de ontem, o atentado ao candidato à presidência Jair Bolsonaro, quero, inicialmente, externar o meu total repúdio a esta e outras atitudes, sobre as quais ainda discorrei nesta minha fala, mas não poderia deixar de também chamar a atenção para algumas questões que merecem e devem estar em pauta nas discussões.

Constatamos que nossa sociedade está doente, agonizando, para ser mais enfática. Vivemos um momento de total perda dos valores e do senso de humanidade e respeito. A empatia deu lugar a apatia e intolerância.  Cada um quer se impor a todo e qualquer custo. Ninguém aceita ser contrariado. Não se tem a menor capacidade de lutar no campo das ideias e dos argumentos. Prevalecem a força bruta, o matar ou morrer. A vida parece perder o valor num emaranhado de confusões e armações.

Muitas pessoas, por possuírem um perfil no ciberespaço, sentem-se empoderadas em demasia e passam a assumir comportamentos intolerantes, disseminar discursos de ódio, mas isolam-se quando são replicadas, não aceitam o posicionamento diferente do seu. O EU parece ter crescido demais com o advento das TIDCS e das redes sociais e as instituições FAMÍLIA-ESCOLA-SOCIEDADE estão falhando. O reflexo disso é gente comemorando, ironizando e brincando com o incêndio que devastou o Museu Nacional. Fazendo piadas com o atentado ao candidato. Atitudes de mentes que estão apenas na superfície, não veem a profundidade das coisas. Relações sociais e amorosas líquidas, nada adquire solidez, constância. Tudo está a um clique e ao mesmo tempo vivemos distâncias quilométricas em relação ao nosso próximo, mesmo este próximo estando sob o mesmo teto.

O nosso País vive em um ESTADO DE EXCEÇÃO, pois quando nos encontramos num cenário em que para um determinado cidadão ou grupo político, indícios e presunção de culpa viram provas e provas materiais (mala de dinheiro dentre outras) não servem como provas, ferem a democracia, atentam contra a dignidade e os direitos sociais adquiridos, favorecendo a existência de um clima de revolta, insatisfação e descrença, especialmente nas instituições que deveriam resguardar o direito dos cidadãos. Esta sensação de desconfiança, agregada às instabilidades emocionais e sociais dos indivíduos, mais a disseminação de discursos carregados de ódio e preconceitos  acabam por produzir comportamentos extremados, sujeitos incomodados e querendo buscar solução com as próprias mãos.

Mesmo sem querer tirar do ocorrido a sua real importância, fico a observar que no início da semana, os extremistas da direita menosprezavam a questão do incêndio no Museu Nacional. O candidato, inclusive, afirmou que iria extinguir o ministério da cultura. Voltando um pouco mais no tempo, o mesmo sujeito que ontem foi vítima do atentado, quando do processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff disse em entrevista “Espero que o mandato dela acabe hoje, infartada ou com câncer, ou de qualquer maneira”. Recentemente a mesma figura emblemática ironiza em comício fazendo gestos de estar com uma arma e diz que irá “fuzilar a petralha do Acre”. Incentivo claro à barbárie em uma sociedade que está cada dia mais despida da tolerância e do amor. Não estou querendo repetir o provérbio bíblico “Quem semeia a maldade colhe a desgraça e será castigado pelo seu próprio ódio” (Provérbios, 22, 08), mas precisamos pensar nessa questão.

Quando do fuzilamento de  Marielle Franco, caso que continua sem punição aos culpados, (diferentemente do caso de ontem, cujo agressor já está enjaulado) muitos foram os posicionamentos em redes sociais dos radicais de direita chamando toda aquela repercussão de “mimimi”. Diziam os mais revoltados que ninguém se compadecia dos policiais que morriam diariamente nos confrontos com bandidos. Todo e qualquer atentado à vida é crime, toda violência precisa ser banida, mas não há como comparar as coisas. Policiais morrem em confronto com bandidos armados devido aos caos na segurança que se estabeleceu no país e este caos tem raízes mais profundas que não são atacadas de fato. Isso é triste, é revoltante. Mas a morte de Marielle tem outras questões: ela não estava em confronto com os  bandidos do tráfico, não portava arma. Sua arma era o seu discurso e a sua garra de Mulher que lutava contra as milícias que se estabeleciam nas favelas e outros crimes. Mas no caso do seu assassinato até mesmo uma desembargadora pronunciou-se em rede social dizendo que ela foi vítima do tráfico por ser aliada a traficantes e debochou do caso. Inaceitável. Fakes News foram criadas tentando denegrir a imagem da vítima, o que para muita gente não teve a menor importância. A que ponto chegamos enquanto raça humana.

Quando a Dona Marisa Letícia foi internada, um médico ridicularizou do caso e expôs fotos da tomografia, comemorando a sua morte iminente. Ninguém pensou na dor que passava o esposo, os filhos, mas muitos brincaram com a situação. Qual foi a resposta de Lula? Pediu que a Santa Casa não punisse o médico leviano com a demissão, mas de outra maneira. Grandeza ímpar de ser humano.

Ataques à caravana do presidente Lula, ao acampamento do PT em Curitiba, a uma a uma militante do PSol, a professores que lutam por seus direitos, a professores em sala de aula que lutam por um país melhor, a diretores de escolas, à natureza (tragédia de Mariana-MG) e agora a um candidato à presidência. Mas apenas este último é visto como um ataque à democracia. A democracia já foi atacada, esfaqueada, mutilada. Tudo sintomas de uma sociedade que está desequilibrada emocionalmente, psicologicamente, espiritualmente, eticamente, juridicamente, politicamente e assim por diante.

Em meio a tudo isso, os produtores de Fakes voltam a atacar e já fizeram montagem com a foto do acusado com a turma do PT, descaradamente já até deram para ele o cargo de “assessor” de Dilma Rousseff, candidata que lidera as pesquisas para o senado em Minas Gerais. Menos, bem menos, gente! Pensem bem: quem realmente ganharia com a saída de cena de Jair Bolsonaro? Jamais seria a esquerda, mas a própria direita, pois o PT luta é contra as forças jurídicas do País que cercearam de Lula o direito de concorrer à presidência e fará até o impossível para derrubar Haddad e Manuela, num “grande acordo, com o Supremo, com tudo”, só para não esquecerem. Ou vocês não se recordam de que na nossa história política Fakes e armações sempre fizeram parte do cardápio? Não que eu esteja duvidando do ocorrido, mas tem muitas coisas que estão um tanto obscuras.

Para finalizar, só alguns pedidos. Menos ironia e mais reflexão. Menos apelo publicitário e mais ação e diálogo transparente. Menos ódio e mais amor. Menos armas letais e mais armas mentais/livros.

Zenilda Ribeiro da Silva

07/09/2018.

 

Etapas de apropriação das tecnologias digitais

Texto bastante esclarecedor. Vale a leitura.

Inovação na educação

A formação docente para a utilização das tecnologias digitais deve considerar diferentes contextos. Entre eles, e sobretudo, o tempo de apropriação das tecnologias digitais em situações de ensino e aprendizagem por parte dos educadores. Essa não é uma ação que ocorre de um dia para o outro. Estudos demonstram que se trata de um movimento gradativo e que ocorrem em etapas até que seja possível alcançar uma ação crítica e criativa por parte do professor na integração das tecnologias digitais em sua prática.

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